sexta-feira, 20 de setembro de 2013

CASOS FAMOSOS DE DOPING

Por Marcelo   Postado As  05:20   Sem Comentários


O doping é um problema atual. Mas não é de hoje que atletas se dopam antes de participar de grandes eventos esportivos. O problema já existe há mais de um século, começou com as grandes competições, quando vários países competiam entre si.
Os atletas olímpicos da Grécia comiam testículos de carneiro (fontes de testosterona), por volta do século VIII a.C.. Já no século III a.C. os atletas tomavam cogumelos alucinógenos (estimulantes). Os romanos tomavam estimulantes para enfrentar as provas: cafeína, nitroglicerina, álcool, ópio e inclusive estricnina. Veja a lista de alguns atletas que se envolveram com o doping:



» 1904: Thomas Hicks ganhou a maratona depois de ter tomado doses de conhaque e estricnina.
» 1960: o ciclista dinamarquês Knut Jensen morreu durante o Giro de Itália, uma das mais importantes provas de ciclismo do mundo.
» 1967: Tom Simpson morreu durante a volta França, foram encontrados dois tubos de anfetaminas cheios e um vazio nas coisas do atleta.
» Décadas de 70 e 80: países da antiga URSS foram acusados de várias práticas antidoping.
» 1988: Ben Johnson, atleta canadense, bateu o próprio recorde nos 100 metros rasos na Olimpíada de Seul. Porém havia consumido esteróides anabolizantes antes da prova. Além de perder a medalha de ouro, foi expulsou dos jogos e o suspenso por dois anos. Em 1993, foi flagrado novamente numa competição em Montreal (Canadá).
» 1995: Sueli Pereira dos Santos ficou fora do Pan-Americonno de Mar Del Plata, foi flagrada no exame, pois usou methenolone e metabolite.
» 1999: a fisiculturista Lúcia Helena de Jesus Gomes morreu vítima de hepatite medicamentosa, causada pelo uso contínuo de esteróides anabolizantes. Ela já havia sido suspensa em 1996.
» 2002: o jogador de vôlei, Giba, usou maconha e ficou suspenso por oito partidas pela Federação Italiana de Vôlei.
» 2003: Maureen Maggi foi suspensa do Pan-Americano de Santo Domingo, a saltadora usou um creme que continha uma das substâncias proibidas.
» 2005: Roberto Heras, vencedor da Volta da Espanha, perdeu o título e foi suspenso por 2 anos.
» 2007: a nadadora Renata Burgos da Unaerp, foi suspensa depois que encontraram metabólitos de estanozolol em sua urina durante um exame anti-doping preparatório para o Mundial de Esportes Aquáticos de Melbourne, na Austrália.
» 2007: Rebeca Gusmão, foi flagrada nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e foi suspensa por dois anos.
» 2007: Ouyang Kunpeng, nadador chinês, foi banido para sempre das piscinas.
» 2009: no teste do corredor William Gomes Amorim, foi encontrado testosterona exógena, e ele está suspenso preventivamente até julgamento do STJD.
» 2009: Daniel Lopes Ferreira foi flagrado com metanfetamina em uma prova disputada em maio. Marcos Felix apresentou prednisolona em maratona em abril.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Como os familiares devem reagir ao uso de drogas dos filhos?

Por Maтнєυѕ Lιιмa   Postado As  22:36   Sem Comentários
Os familiares precisam ser fortes para lidar com a dependência química de seus parentes. Muitas vezes, sentem-se culpados e têm medo. Entretanto, quando agüentam tudo, do furto dentro da própria casa às palavras e ações violentas, e abrem mão da própria vida para cuidar do usuário de drogas, os pais também podem desenvolver problemas psicológicos.

COMO SÃO REALIZADOS OS EXAMES ANTIDOPING

Por Marcelo   Postado As  18:27   Sem Comentários

O uso de drogas ou qualquer outro tipo de substância que melhore de forma artificial o rendimento de um atleta durante uma competição e que tragam efeitos prejudiciais ao mesmo é denominado doping. Aquele que faz uso de doping leva certa vantagem (desleal) em relação aos que não o fazem, por isso é considerado antiético e é proibido no esporte. O teste antidoping tem a função de detectar essas substâncias, bem como sua quantidade no organismo dos atletas, classificadas pela Agência Mundial de Antidoping.
O teste é feito com urina, aproximadamente 65 mL, uma vez que é pela urina que são eliminadas substâncias tóxicas ao organismo. Para fazer o exame, o atleta é encaminhado para o controle de doping, onde fará a coleta da urina na presença de um responsável do evento de mesmo sexo, para que não haja fraude na coleta. No ato da coleta são analisados o pH e o volume da amostra, que depois é transferida para dois recipientes: prova e contraprova e enviada ao laboratório olímpico.

A fase analítica do teste envolve técnicas de cromatografia gasosa e espectrometria de massa. O cromatógrafo tem a função de separar as substâncias encontradas no frasco prova e transferi-las ao espectrômetro, que fará fragmentos da molécula e quantificará cada pedaço obtido. Depois tais moléculas são rearranjadas e comparadas às proibidas pela Agência Mundial de Antidoping. Quando são encontradas substâncias proibidas na prova, é feito um novo exame com a amostra contraprova, obedecendo aos mesmos parâmetros do primeiro.

Nos casos em que a contraprova também gera resultado positivo, a infração do esportista é informada ao órgão que controlam o processo e o atleta é punido, podendo ser eliminado da competição ou até julgado pelo comitê. O laudo do exame é entregue em envelope lacrado primeiramente ao órgão responsável, e não ao atleta.

As substâncias vetadas são, geralmente, classificadas em quatro grupos:

Estimulantes: tornam o atleta mais excitado, agindo diretamente no sistema nervoso. São capazes de eliminar a sensação de fadiga e o potencializar o desempenho do atleta. Dentre as mais comuns estão a anfetamina, a cocaína e o ecstasy.
Narcóticos analgésicos: têm o poder de amenizar a dor e são usados com maior frequência no ciclismo e no pugilismo. Morfina e derivados são exemplos de doping dessa classe.
Diuréticos: atuam na eliminação de água do organismo para que haja perda de peso, além de serem utilizados também para eliminar outras substâncias proibidas.
Esteroides anabolizantes: aumentam a massa muscular do atleta (não-atletas também os utilizam para esse fim) e diminuem o tempo de recuperação. Podem ser consideradas as mais nocivas das substâncias vetadas.
O doping pode trazer efeitos colaterais como comportamento agressivo, acne, lesões hepáticas, sudorese excessiva, choque anafilático, insônia, arritmia cardíaca, acidente vascular cerebral, cânceres, entre outros.

Como funciona o tratamento contra as drogas?

Por Unknown   Postado As  17:10   Sem Comentários
Participação da família em tratamento é fundamental

"O Tratamento ideal requer apoio familiar e vontade..."


Especialistas aprovam internação compulsória em casos extremos, mas afirmam que o ideal é o próprio paciente optar pela recuperação.


Apesar da internação compulsória do dependente químico ser permitida em algumas clínicas de reabilitação, especialistas afirmam que o ideal é o desejo do paciente em se tratar e o apoio da família para ajudar a pessoa a deixar as drogas.

Antes de tudo, pode-se tentar prevenir o uso indevido dos narcóticos mantendo a sociedade bem informada sobre todos os pontos que envolvem o problema. Educação, qualidade e valorização da vida são fundamentais para tentar evitar que a pessoa se torne dependente, segundo o Instituto de Medicina Legal e Criminologia (Imesc) de São Paulo.

Há centros e associações com programas – contra drogas lícitas e ilícitas - que podem ser procurados por qualquer indivíduo interessado em conversar, tirar dúvidas e dividir o seu caso, mesmo que tenha tido contato com as drogas apenas uma vez. Confira alguns endereços no site do Imesc

Internação
A diretora executiva da Associação Parceria Contra as Drogas, Marylin Tatton, explica que é possível fazer uma internação compulsória, isto é, sem o consentimento do paciente. Porém, é necessário que a clínica avise o Ministério Público em menos de 72 horas. Além disso, um juiz deve dizer que está ciente de que aquela pessoa está sendo tratada e não mantida em cárcere privado.

Marylin diz que concorda com esse tipo de internação em alguns casos, como o de dependentes de crack. “A pessoa acaba perdendo o amor próprio e a substância acaba sendo mais importante que qualquer outra coisa, inclusive sua própria vida.”

A psicóloga da Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Marília Castello Branco, concorda que quando há risco a vida do dependente e quando ele põe em risco a vida de outros, pode-se recorrer a essa última alternativa para prevenir algum tipo de tragédia. No entanto, as duas especialistas afirmam que o melhor seria se o paciente decidisse pelo tratamento e por largar as drogas.

A recomendação, em qualquer caso, é que se procure uma clínica legalizada onde a pessoa passe por uma avaliação médica. Permitir que a família participe do processo, que não é fácil, também é muito importante, explica Marília. Dentro do hospital, o dependente passará por uma desintoxicação com a ajuda de remédios e, mesmo após receber alta, precisa continuar o tratamento com terapia. “Não é um passe de mágica”, diz a psicóloga.

Terapia
A terapia é essencial e faz parte de todas as etapas de um tratamento contra as drogas. Mesmo durante e após uma internação, se for necessária. Marília conta que o dependente que procura o Proad pela segunda vez é encaminhado a um médico para dar continuidade ao melhor tipo de acompanhamento. A participação da família é obrigatória para adolescentes e recomendada para os adultos.

No programa, também há um grupo de acolhimento, onde orientadores e pessoas em geral criam um espaço que permite a reflexão e informação a todos os presentes. “A pessoa tem que ver onde se sente melhor”, afirma Marília sobre a escolha do tipo de terapia. Segundo ela, em alguns casos, só a sessão individual não é suficiente.

A psicóloga informa que a duração do tratamento depende muito de cada caso, mas, em geral, é necessário ficar dois anos sem usar nenhum tipo de droga para ser considerada livre da dependência.

Além da própria Proad, programa da Universidade Federal de São Paulo, ela indica a Univesidade de São Paulo (USP), o Alcoolicos Anônimos (AA) e até as igrejas para quem quiser procurar ajuda. Se o dependente não estiver disposto a iniciar um tratamento, a família pode comparecer às reuniões e aos centros para se informar qual é a melhor maneira de lidar com a situação.

Como prevenir o uso de drogas pelos jovens?

Por Unknown   Postado As  17:04   Sem Comentários




É muito difícil convencer alguém a não fazer algo que lhe dá prazer - e a droga, antes de qualquer outra coisa, é algo que oferece prazer imediato.
Por causa disso, fazer terrorismo com histórias macabras ou exagerar na descrição dos efeitos das drogas só piora as coisas: a maioria dos jovens são melhor informados sobre drogas do que os próprios pais, mesmo quando não são usuários. Portanto, a prevenção ao uso de drogas começa muito antes.
Para o psiquiatra Flávio Gikovate, a prevenção passa necessariamente por um tipo de educação não apenas aberto ao diálogo, mas também à independência. "O tipo de educação que se vê hoje cria adolescentes fracos. E um ser imaturo, sem paixão, que não consegue enxergar a vida com seriedade, é altamente predisposto à influência do meio".
Mas este "meio" não são apenas os amigos, embora a pressão do grupo seja um fator importante, ainda mais nesta idade: "Os exemplos que o adolescente tem em casa também contam muito. Muitos deles ouvem discursos que os incentivam à responsabilidade e ao auto-controle, por exemplo, mas vêem os pais comendo compulsivamente, bebendo, ou fazendo coisas irresponsáveis. Isto não significa que os pais estejam sendo levianos ou mal intencionados, mas é importante que os pais observem a coerência entre o que dizem e o que fazem".
Incentivar os filhos a terem uma vida saudável e produtiva, portanto, é a melhor forma de mantê-los longe das drogas e de outros tipos de dependência, como a do consumo, do jogo e tantas outras. Dar-lhes suporte afetivo e cuidar de sua auto-estima são tarefas muito mais complexas, mas também mais eficazes tanto para evitar o problema das drogas, quanto para formar adultos mais corajosos e conscientes de si mesmos.

Drogas e Esporte

Por Nicolas   Postado As  16:21   Sem Comentários


Drogas e Esporte



      Aumento da Performance

     Durante e após a Segunda Guerra Mundial, algumas substâncias bastante eficientes em aumentar a performance dos atletas surgiram no mercado: as anfetaminas e os anabólicos esteróides. A anfetamina foi usada para melhorar a capacidade de combate de pilotos e comandos durante a guerra, eliminando a fome, sede e a fadiga. Os anabólicos esteróides foram utilizados no pós-guerra, como uma alternativa para reestruturar o sistema muscular dos prisioneiros de guerra, encontrados em fase de desnutrição. Para resolver esse tipo de problema se considerou o uso de hormônio masculino testosterona, substituído mais tarde pelo nandrolona, feito artificialmente e mais eficiente em seu efeito anabolizante. Pouco tempo depois, o conhecimento que esta substância podia aumentar a massa muscular chegou ao esporte através do levantamento de peso, passando após aos atletas de arremesso, lançamentos, saltos e velocidade.

      Para melhorar seu desempenho, muitos atletas utilizam esses métodos e substâncias proibidas. Porém, algumas pessoas vêm utilizando esta droga para fins estéticos, ou seja, sem indicação médica, e podem sofrer conseqüências graves. No Brasil, sabe-se que o consumidor preferencial encontra-se na faixa etária de 18 a 34 anos e, em geral, é do sexo masculino.

      Substâncias e Efeitos

     Os estimulantes são substâncias que tem um efeito direto sobre o sistema nervoso central, que aumentam a estimulação do Sistema Cardíaco e do metabolismo. As anfetaminas, a cocaína, a efedrina e a cafeína, são usadas para conseguir os mesmos efeitos da adrenalina tal como o aumento da excitação. Podem aumentar ainda a capacidade de tolerância ao esforço físico e diminuir o limiar da dor. Os esportes onde encontramos atletas que fazem uso dessas substâncias são o basquetebol, o ciclismo, o voleibol e o futebol.

      Analgésicos narcóticos são substâncias que estão representados pela morfina e petidina. São derivados do ópio e atuam no sistema nervoso central diminuindo a sensação de dor, sendo por esse ultimo efeito o motivo pelo qual são utilizados por atletas. Esse efeito de diminuição da sensação da dor pode ser prejudicial aos atletas, pois pode levar que um atleta menospreze uma lesão perigosa levando ao agravamento. Essas substâncias são usados em esportes de bastante resistência como a maratona e o triatlon.

      Os agentes anabolizantes ou esteróides anabólicos são compostos derivados de um hormônio masculino, a testosterona. Quando administrados no organismo eles entram em contato com as células dos tecido muscular aumentando o tamanho dos músculos. As pessoas que os consomem ganham força, potência e maior tolerância ao exercício físico. O uso inadequado de anabolizantes pode causar prejuízos à saúde, tais como o aumento da agressividade, a voz fica mais grossa (em mulheres), aumento do músculo cardíaco e uma possível conseqüência de infartos em jovens, atrofia dos testículos, crescimento das mamas nos homens (ginecomastia), etc.

      Essas substâncias são usadas por halterofilista, lutadores de artes marciais e em todos os tipos de esporte que envolva força explosiva. São utilizados por pessoas que querem um corpo mais musculoso.

      Um outro hormônio conhecido como eritropoetina, este hormônio promove aumento de glóbulos vermelhos (hemácias) no sangue e proporciona um maior transporte de oxigênio para as células. Um dos principais efeitos causados pelo o uso deste hormônio é a hipertensão arterial, possíveis infartos do miocárdio e cerebral, embolia pulmonar e convulsões. A droga mais usada por ciclistas, triatletas, maratonistas e outros esportes de resistência.

      Os hormônios assim como todas substâncias causam muito mais efeitos prejudiciais do que benefícios ao organismo, sendo todos atletas podem realizar seus respectivos esportes sem fazer o uso de drogas e com isso evitar problemas á saúde que tendem a ocorrer com atletas esportivos que usufruem tais substâncias.

      Como atuam os anabolizantes?      Eles agem nas fibras dos músculos permitindo que elas retenham mais água e nitrogênio, favorecendo uma maior síntese protéica. Isto fará com que as fibras aumentem consideravelmente de tamanho, e os músculos fiquem mais resistentes e volumosos. FONTE: Esteróides Anabolizantes - Aspectos Históricos, Complicações Clínicas e o Doping no Esporte Parte II. Newton Santos

       Doping no Esporte: 
      O doping pode ser classificado como qualquer substância ilícita utilizada a fim de aumentar o desempenho atlético. As substâncias proibidas são distribuídas em 5 grupos principais, segundo o COI, Comitê Olímpico Internacional, e são:
      1 - Estimulantes
      2 - Narcóticos e analgésicos
      3 - Anabolizantes
      4 - diuréticos e
      5 - Hormônios peptídicos e análogos

No futuro, não será preciso injetar ou ingerir substâncias proibidas para melhorar o rendimento esportivo. Quem desejar recorrer a dopagem se submeterá a manipulação genética. Esse é o futuro do doping.

DROGAS LÍCITAS OU ILÍCITAS. QUAL PROVOCA MAIS MORTES?

Por Unknown   Postado As  12:01   Sem Comentários
    


Nos últimos dias, os jornais publicaram os resultados de um relatório de pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo o qual, em 2000, o tabaco contribuiu com 4,1% e o álcool com 4% para a carga de doenças, enquanto as drogas ilícitas (ou seja, maconha, cocaína, anfetaminas, crack, etc.) contribuíram com “apenas” 0,8%.
Como muitas vezes ocorre nesses casos, a apresentação jornalística da matéria pode dar margem a interpretações errôneas. Por exemplo, O Globo (edição de 19/03) ostenta em uma chamada na primeira página, a única frase: “Alcoolismo e tabagismo matam mais que drogas ilícitas”. Esta frase, assim solta (e a matéria interna nada faz para mudar esta impressão) pode levar o leitor desavisado a pensar que as drogas ilícitas fazem menos mal do que o álcool e o tabaco. Daí é apenas um pequeno passo para cair no conto da carochinha de que  a legalização seria a solução para o problema das drogas.

    Em primeiro lugar, o relatório da OMS fala de doenças, e não de mortes. Mas vamos admitir que “matam mais” seja sinônimo de “são mais prejudiciais à saúde”. Além disto, o que acontece é que o alcoolismo e o tabagismo “matam mais”, em valor absoluto, que as drogas ilícitas, não por serem mais nocivos, e sim porque são consumidos em muito maior escala. E são mais consumidos, entre outras coisas, exatamente porque são legais. No momento em que legalizarem a cocaína, por exemplo, e o seu consumo atingir a ordem de grandeza dos níveis de consumo do álcool, a cocaína vai matar muito mais do que o álcool.

    Para certificar-se disto, vamos aos dados. Em 2001, a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD), em parceria com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, da Escola Paulista de Medicina, publicou os dados do Primeiro Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil. De acordo com este levantamento, no mês anterior à pesquisa, 35,3% das pessoas de 12 a 65 anos consumiram bebidas alcoólicas, enquanto 19,8% dessas mesmas pessoas usaram tabaco e apenas 2,5% usaram alguma droga ilícita (fique bem claro que este número refere-se ao conjunto de todas as drogas ilícitas; se fosse, por exemplo, só para a maconha, que foi a mais usada, esta proporção cairia para 0,6%).

    É preciso tomar cuidado ao comparar estes dados com os dados da OMS, pois estes últimos referem-se a doenças, enquanto os da SENAD referem-se a pessoas; pode haver múltiplas contagens (uma mesma pessoa pode consumir álcool e tabaco simultaneamente, e uma mesma doença pode ser atribuída a estas duas drogas); as populações investigadas não são as mesmas; etc.

    Porém, só para efeito de ilustração, imaginemos uma população de mil doentes brasileiros. Pode-se estimar razoavelmente, pelos dados da SENAD, que 353 deles são consumidores de álcool, 198 de tabaco e 25 de drogas ilícitas. Por outro lado, não é despropositado pensar que, pelos dados da OMS, 41 estejam doentes devido ao álcool, 40 devido ao tabaco e 8 devido às drogas ilícitas. Mas então a “malignidade” do álcool é de 41 em 353 (ou seja, 12%), enquanto a “malignidade” do tabaco é de 40 em 198 (ou seja, 20%), e a “malignidade” das drogas ilícitas é de 8 em 25 (ou seja, 32%).

    Portanto, de acordo com estes dados e com hipóteses razoáveis, quem “mata mais” são as drogas ilícitas, em segundo lugar vem o tabaco e, depois, o álcool.

    Não nos iludamos. As drogas ilícitas são nocivas à saúde. E é por isto que são ilegais e devem continuar a sê-lo.

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